AdaptAR: Monitorar, compreender e agir pelo bem-estar climático nas escolas
Ações para Desenvolver Ambientes Pedagógicos Termicamente Adequados e Resilientes
Dados de temperatura, umidade e vento em tempo real para apoiar decisões pedagógicas, protocolos de saúde e boas práticas nas escolas.
Pilares da Plataforma
O AdaptAR se apoia nos seis fundamentos conceituais da Revisão de Literatura da dissertação que deu origem a ele. Clique num pilar pra saber mais.
O Cerrado no Distrito Federal
Dados oficiais de área por classe de cobertura e uso da terra no Distrito Federal, 1985–2025. Fonte: MapBiomas Brasil, Coleção 11 (2026).
Carregando dados do MapBiomas...
Explore por Classe de Cobertura
Escolha uma classe pra ver a evolução dela no DF. "Área Urbanizada" funciona como proxy indireto de ilha de calor.
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Mural de Vivências e Boas Práticas
Iniciativas criadas e compartilhadas pelas próprias escolas para enfrentar o calor e a seca.
Reorganização da Educação Física e Pausas de Hidratação Guiada
"Durante os dias mais críticos de seca e calor, reorganizamos a rotina: atividades físicas intensas foram transferidas exclusivamente para o início da manhã. À tarde, criamos a 'Pausa do Refresco' a cada 45 minutos. O engajamento e o foco nas tarefas melhoraram visivelmente."
Umidificadores de Pano e 'Corredores Verdes' nas Salas
"Para combater a umidade abaixo de 15% nas salas de aula, os alunos trouxeram mudas de plantas de sombra e instalamos recipientes artesanais com água e toalhas úmidas perto das janelas. Os relatos de ressecamento nasal diminuíram substancialmente."
Horta Pedagógica Sombreada com Água do Ar-Condicionado
"Aproveitamos a água do gotejamento dos aparelhos de ar-condicionado para irrigar um pequeno jardim e horta sob a sombra das árvores do pátio. As aulas passaram a ser ministradas nesse espaço sombreado nos dias mais quentes."
Protocolos de Adaptação
Orientações práticas para o enfrentamento de eventos climáticos nas escolas.
Baixa umidade
Medidas para reduzir desconforto e proteger a saúde respiratória em dias secos.
Onda de calor
Protocolos de escalonamento de atividades, hidratação e sombra.
Queimadas / fumaça
Gestão de aulas, uso de filtros e alternativas de ensino remoto.
Poluição do ar (PM2,5)
Quando suspender atividades ao ar livre com base na qualidade do ar medida.
Alagamento
Orientações para dias de chuva intensa em regiões com drenagem precária.
Reorganização do calendário
Critérios para adiar ou remanejar aulas em dias de risco climático extremo.
Sobre esta Plataforma
Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2023), quem menos contribuiu historicamente para o aquecimento global é quem mais sofre os efeitos dele. O relatório aponta que entre 3,3 e 3,6 bilhões de pessoas vivem hoje em contextos de alta vulnerabilidade climática, e que essa vulnerabilidade está ligada a padrões antigos de desigualdade, não à intensidade das emissões desses países ou grupos.
As crianças estão entre as mais atingidas por essa desigualdade. O relatório Children's Climate Risk Report 2026, do UNICEF, mostra que mais de 1 bilhão de crianças no mundo já enfrentam pelo menos três riscos climáticos sobrepostos, entre eles calor extremo e ondas de calor, e que mais de 4 milhões enfrentam até seis riscos ao mesmo tempo. O relatório aponta a educação interrompida como uma das consequências mais duradouras desses eventos.
Essa desigualdade se repete dentro do próprio Distrito Federal. O Recanto das Emas, região de maior vulnerabilidade social, enfrenta os efeitos da estiagem e do calor extremo com menos recursos para se adaptar, mesmo sem ser responsável pela crise climática que vive.
O AdaptAR nasce dessa mesma cadeia diagnóstica: da crise climática global ao Cerrado, que fica cada vez mais quente e seco, à baixa umidade relativa do ar e às temperaturas elevadas nas salas de aula, até os efeitos concretos na infraestrutura escolar e na aprendizagem dos estudantes. É o Produto Educacional da dissertação "Guia de Adaptação Escolar: os Efeitos da Crise Climática no Ensino e Aprendizagem nas Escolas Públicas do Distrito Federal", de Daniely Tavares de Sá, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para o Ensino das Ciências Ambientais (PROFCIAMB) da Universidade de Brasília (UnB).